OSCAR VILHELMSSON

Numa temporada 2021 de menos a mais por parte do histórico IFK Göteborg, foi preciso o clube da segunda cidade sueca enfrentar o medo real da despromoção para finalmente entrar nos eixos. A queda ao 13º lugar à 22ª jornada deixou o Gotemburgo bem perto de um lugar de despromoção, mas desde então o clube praticamente só soube vencer, apenas parando no oitavo lugar. O histórico emblema azul e branco terminou a temporada 2021 em alta numa ascensão que coincidiu também com a aposta no jovem avançado sueco de 18 anos. 

Vilhelsson trouxe a irreverência, criatividade, capacidade técnica e mobilidade que faltava ao ataque do Gotemburgo, beneficiando também Marcus Berg que se encontrou com a melhor forma e, mais do que isso, com os golos, durante as últimas sete jornadas da temporada depois de um período de seca nas semanas anteriores. Com uma dupla altamente complementar, o Gotemburgo voltou a poder encarar a temporada com otimismo e em Vilhelmsson teve um possível candidato a jovem jogador do ano na Allsvenskan tivesse conseguido segurá-lo por mais tempo.

Os dois golos e assistência rubricados nas últimas quatro jornadas da temporada 2021 deixaram água na boca dos adeptos azul e brancos e eram uma promessa de muitos outros para 2022. Vilhelmsson porém durou apenas onze jornadas antes de rumar à Alemanha onde procura ainda afirmar-se. Internacional por quase todos os escalões jovens do futebol sueco, Vilhelmsson é um avançado de fino recorte técnico que não parece encaixar totalmente no caos físico da segunda Bundesliga e uma lesão que o afastou algumas semanas da competição também não ajudou.

Em Darmstadt desde julho, Oscar Vilhelmsson leva apenas dez jogos (e pouco mais de 250 minutos) e um golo pelos lírios numa afirmação que vai sendo lenta e atribulada. Uma coisa é certa: aos 19 anos vai muito a tempo de confirmar todo o seu inegável e imenso talento e um possível falhanço na Alemanha, dado o contexto, terá sempre de ser relativizado. O passo talvez não tenha sido o mais certeiro numa transferência que desde sempre pareceu melhor para o clube do que para o jogador.

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