WILLIOT SWEDBERG

Filho de antigos futebolistas (o pai chegou a jogar no Sporting e a mãe foi uma das melhores futebolistas da história do futebol sueco), o destino estava traçado à partida para Williot Swedberg. Os bons genes correm nas veias do jovem médio sueco que, aos 17 anos, se anunciou ao Mundo do futebol com um golaço (e uma assistência) na estreia profissional frente ao Degerfors IF. Swedberg foi uma das revelações da temporada sueca em 2021, agarrando o lugar no concorrido e talentoso meio-campo do Bajen (Aziz Ouattara, Darijan Bojanic, Jeppe Andersen, Abdul Khalili) e fazendo seu o vazio deixado em aberto com a saída de Aimar Sher para Spezia. 

Internacional jovem por quase todos os escalões suecos aos 17 anos, 2022 prometia ser uma temporada de explosão para Swedberg e só a saída para Vigo parece ter arrefecido o ímpeto com que o jovem sueco a começou. Considerado pelo The Guardian a maior promessa do futebol sueco da sua geração, Swedberg não precisou de muitos jogos na elite para ter meio mundo atrás de si tal o nível de influência que conseguiu em curto espaço de tempo. Inicialmente um box to box na senda de Kevin de Bruyne, Swedberg impressionou pelo dinamismo, versatilidade e criatividade que empregava ao meio-campo da sua equipa, mas foi como extremo invertido/falso nove que acabou por (semi) explodir.

Grande razão para o início avassalador do Hammarby em 2022, Swedberg foi uma surpresa por parte de Marti Cifuentes que viu no jovem prodígio um atacante goleador. A capacidade de finalização já lá estava, mas Swedberg revelou um instinto goleador próprio e típico dos melhores pontas de lança. Ora como extremo esquerdo ora como falso nove, o agora jogador do Celta abriu a temporada 2022 com cinco golos em cinco jogos antes de uma transferência de mais de cinco milhões de Euros para Vigo. O tempo dirá se o passo foi o acertado mas os ventos galegos nunca pareceram realmente favorecer nem os mais talentosos dos nórdicos. Emre Mor e Mathias Jensen que o digam.

Hoje à procura da afirmação no aflito Celta às ordens de Carlos Carvalhal, Swedberg conta apenas 33 minutos de LaLiga e dezoito jornadas em que nem sequer saiu do banco. Falar em desilusão diz muito acerca da expetativa em torno de Swedberg mas é preciso lembrar que o sueco tem apenas 18 anos. O contexto não podia ser mais desfavorável à sua evolução e aquilo que parecia à partida ter tudo para resultar parece cada vez mais uma relação condenada ao insucesso. Este continua a ser um talento geracional e um dos jogadores mais promissores de todo o continente europeu.

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