EMIL BREIVIK

Se há razão para o regressar do Molde ao trono do futebol norueguês, até mais do que a revolução ocorrida em Bodø, ela passa pelo trio de meio-campo do novo campeão e pela forma como o encheram e dominaram a concorrência e em toda a segunda linha do futebol Europeu dificilmente encontraríamos um meio campo mais forte do que o dos noruegueses. Se o povo diz que é no miolo que se ganham jogos de futebol, o Molde mostrou-o. Mannsverk e Breivik foram peças centrais do sucesso do clube e grande parte do segredo que o levou ao título passou por ali. Uma dupla altamente complementar, ajudada à vez por Grødem, Hussain ou Kaasa, mas que, sozinha, tal como se viu no início da temporada, não se sentiu desconfortável.

Ao maior raio de ação de Mannsverk, Breivik respondeu com criatividade, cérebro, capacidade de organização e distribuição, sempre aliadas uma grande fiabilidade defensiva. Poucos meios-campo fazem tanto sentido juntos como Mannsverk e Breivik e será um crime contra o futebol o dia em que ambos sigam os seus caminhos, separados. Aos 22 anos, Emil Breivik não recolhe o mesmo nível de hype que Mannsverk mas nem por isso foi menos importante na manobra ofensiva do campeão norueguês. Um seis/oito híbrido que apesar do menor raio de ação compensa com uma maior qualidade na distribuição e criação através do passe.

Em 2022 se o Molde se sagrou campeão em muito se deveu a Emil Breivik. O cérebro da equipa de Erling Moe foi peça central de todo o futebol do clube do Aker Stadion e tudo lhe passou pelos pés. Dita os tempos do jogo, é criativo na distribuição e aguenta a pressão como poucos. Características que o levaram mesmo a ser utilizado como defesa central de construção pelo lado direito em alguns jogos da temporada passada. Breivik é mais um caso especial. Qual verdadeiro canivete suíço futebolístico, joga bem em qualquer lado, posição ou função. É um jogador total. Emil Breivik é futebol total.

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