VICTOR KRISTIANSEN

Se há algo pelo qual os dinamarqueses não podem chorar é pelo futuro das laterais da sua seleção. A quatro, ou como alas, mantenha Kasper Hjulmand a aposta no 3x4x3 que devolveu a dinamite à Dinamarca, o futuro é risonho. Se à direita a profundidade do leque de opções impressiona (com Oliver Sonne e Elias Jelert a juntarem-se aos poucos a uma mesa onde já se sentam Oliver Villadsen e Rasmus Carstensen, além dos mais imediatos Rasmus Kristensen e Alexander Bah), à esquerda o futuro está também garantido. Desde logo porque Joakim Mæhle é ainda um jovem, mas também porque Oliver Bundgaard e, acima de tudo, Victor Kristiansen, muito prometem. Recentemente transferido para o Leicester City, a afirmação de Kristiansen por Inglaterra pode muito bem obrigar a deslocar Mæhle para a direita.

Aos 20 anos, Victor Kristiansen impressiona pelo quão completo é já o seu jogo. Algo evidenciado pelos cerca de catorze milhões de Euros pagos pelo clube inglês e que fizeram do lateral esquerdo uma das maiores transferências da história do campeonato dinamarquês. Internacional jovem por todos os escalões da Dinamarca agarrou o lugar no final da temporada 20/21 para não mais o largar. Só uma lesão no final da temporada passada o travou e nem a chegada de Christian Sörensen, ex Viborg e estabelecido lateral esquerdo na Superligaen, beliscou o seu estatuto. Falhou apenas duas jornadas da liga em 2022/23 e foi utilizado em toda a fase de grupos na Liga dos Campeões. Aos 20 anos, deixou Copenhaga com 73 jogos pela equipa principal do clube e já como um dos melhores, senão mesmo o melhor, lateral a atuar no seu país.

Sólido defensivamente e um perigo no ataque, Kristiansen é tudo o que se pede a um lateral de topo. Fisicamente imponente – não é extremamente alto, mas tem um perfil maciço -, oferece profundidade ao flanco e tem uma capacidade especial para ir e vir. Porém, Kristiansen não é apenas um lateral de linha/um flanqueador gostando de desequilibrar por terrenos mais interiores e revelando um entendimento extraordinário com o extremo do seu lado. Formou, com Mo Daramy, uma das alas esquerdas mais entusiasmantes dos últimos anos no futebol dinamarquês.

Com um potencial ofensivo ainda por desbloquear, Kristiansen não tem problema em envolver-se no processo ofensivo da equipa e em surgir no último terço e assim que adicionar produto final ao seu jogo tornar-se-á num dos melhores laterais da Europa. Tem capacidade para evadir a pressão, potencia para acelerar, velocidade de ponta e facilidade para jogar em espaços curtos. É uma questão de tempo.

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