STEFÁN SIGURDARSON

O vazio deixado em aberto com a saída de Ísak Snaer Thorvaldsson para o Rosenborg prometia ser impossível de cobrir, mas com o Breidablik começa a não haver motivo para preocupações. Academia de excelência do futebol islandês e um dos grandes responsáveis pelo salto qualitativo ocorrido no país nos últimos anos, há sempre uma alternativa dentro de portas. A “linha de montagem” está bem oleada em Kópavogur e tal como sucedeu em anos anteriores com nomes como Kolbeinn Thórdarsson ou Brynjólfur Darri Willumsson a perda da grande estrela da equipa não significou necessariamente uma perda de competitividade. Na verdade, permitiu, sim, que outra brilhasse ainda mais forte. Eis Stefán Ingi Sigurdarson.

Alto, poderoso, e ainda assim evoluído tecnicamente, Stefán Ingi Sigurdarson é uma máquina de golos.

Produto da frutífera formação do clube verde e branco, Stefán Ingi passou os últimos anos de empréstimo em empréstimo, maturando, cozinhando em lume brando, até ao ponto certo. Estava escrito que 2023 fosse o ano. A saída de Thorvaldsson para Trondheim abriu o espaço e Sigurdarson não perdeu tempo a fazer dele, o seu. Em apenas onze rondas disputadas na Besta Deil 2023, o poderoso avançado de 22 anos já leva oito golos liderando a competição a par de Tryggvi Hrafn Haraldsson (Valur). Tem oito jogos para igualar os treze golos apontados por Thorvaldsson na temporada passada e, por esta altura, com uma média de golos por minuto inferior à do homem do Rosenborg, tudo indica que o vá conseguir.

Alto, poderoso, e ainda assim evoluído tecnicamente, Stefán Ingi Sigurdarson é uma máquina de golos. Pelo HK, na temporada passada, marcou quase tantos golos quantos os jogos que disputou e já antes, ao serviço do ÍBV, havia deixado boas sensações. Internacional Sub-16 e Sub-17 pela Islândia, Sigurdarson passou os últimos anos entre Boston e o país natal dividindo os estudos com as férias de verão passadas a jogar futebol nas duas primeiras divisões da Islândia. Ao serviço da equipa universitária do Boston College estabeleceu-se como um dos melhores marcadores da sua conferência e deixou o programa com 23 golos marcados, uma das principais marcas da história dos Eagles.

Agora, com os estudos concluídos, Sigurdarson prepara-se para um novo salto. É hora de conquistar a Europa, mesmo que o exemplo de Isak Snaer Thorvaldsson aconselhe alguma prudência. O salto da Besta Deild não é fácil e a escolha do projeto certo é determinante, Thorvaldsson que o diga. Alto, poderoso, versátil, do alto do seu metro e noventa e dois, Stefán Ingi Sigurdarson tem-se destacado a liderar a linha ofensiva do Breidablik em 2023, mas a capacidade para fazer qualquer uma das posições de ataque tem sido explorada com sucesso pelo emblema islandês. Máquina goleadora, múltipla e constante ameaça, Sigurdarson apresentou sempre rendimento jogasse ao centro – como referência ou segundo avançado -, ou descaído para qualquer uma das alas mostrando-se particularmente impactante partindo da esquerda para o centro em diagonais venenosas seguidas do seu poderoso remate. Não sendo um jogador de criação, é um finalizador eficaz e o seu perfil morfológico é determinante para uma forte capacidade de resistência à pressão e para se estabelecer como um dos jogadores que mais faltas ganha na competição.

Com doze golos apontados em dezanove encontros esta temporada, em todas as competições disputadas pelo Breidablik, Sigurdarson é aos 22 anos uma das figuras da liga do seu país e terá de ser um dos homens a observar com atenção durante a campanha europeia do clube islandês, começando já com a pré-eliminatória da Champions que será disputada em solo islandês por Breidablik, Tre Penne, AC Escaldes e Buducnost. Isto, claro, caso Sigurdarson lá chegue. Afinal, o mercado está aí à porta e um homem com os seus números e a baixo custo é sempre um alvo apetecível. Uma aposta de risco baixo, jovem e potencial compensatório elevado. Não há muitos como Stefán Ingi.

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